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A necessidade de espaços verdes e o Parque Setorial

  • 24 de set. de 2014
  • 2 min de leitura

O engenheiro arquiteto paulistano Heitor José Eiras Garcia convidado à São José do Rio Preto para resolver os problemas latentes da década de 1950, ao mesmo tempo que contribuiu para um ímpeto de modernização e progresso da cidade e destruição de seus edifiícios históricos, seus planos tiveram alguns desdobramentos positivos.

No seu “Plano de melhoramentos” elaborado no ano de 1958 foi apontado como uma das principais falhas do planejamento da cidade, a falta de espaços livres públicos, sendo então proposto, de forma a mitigar esse problema, a construção de praças e de um parque municipal nos terrenos marginais à represa com atividades voltadas para a população. Nascia assim a idéia para a projeção do Parque Setorial.

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Aproximadamente vinte anos após ser desenvolvido, o plano de Eiras Garcia é retomado através da contratação dos arquitetos da ERPLAN (Escritório Regional de Planejamento), Jamil José Kfouri e Mirthes I. Soares Baffi. O plano de implantação elaborado por eles fixa o parque principalmente nas áreas ainda não ocupadas dos vales do Rio Preto e do córrego Piedade, também local de implantação da estrada de ferro, estendendo-se numa extensão de dezessete quilômetros, com largura média de trezentos metros e uma área de quinhentos e dez hectares.

Em virtude desta sua grande extensão, o parque foi dividido em dez setores, nomeados de A à J. Estes setores receberam diretrizes de aplicação, e alguns se encontramainda hoje “desocupados”. Entretanto, por dificuldades em seguir o plano, ou, simplismente, por falta de investimento do poder público, até hoje só foram realizados 4 trechos - A, B1, B2 e C2 - localizados na porção central.

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O trecho A, no domínio do parque, corresponde à “Praça Cívica” onde foi construída a Biblioteca Municipal, o trecho C2, ao “Conjunto de Lazer e Esportes Tuta Braga”, e os trechos B1 e B2, ao Parque da Represa – o trecho de maior visibilidade.

Dessa forma, ao desenvolverem o projeto do Parque Setorial, os arquitetos englobaram a este a Praça Cívica, desenvolvendo também o projeto de paisagismo,como forma preencher o espaço deixado pelos dois edifícios não construídos.

Atualmente, apesar de contar com equipamentos como bancos, parque infantil, uma pequena arquibancada e postes de iluminação, a ferrovia e a Estação se portam como uma barreira física, devido a presença de muros e grades, dificultando a passagem doos pedestres entre os dois lados da linha do trem. Além disso, por se tratar de uma área central, seu entorno é preenchido em grande quantidae por estabelecimentos comerciais, sendo a praça utilizada como passagem nos horários de entrada e saída dos trabalhadores.

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Em 2009 a prefeitura entregou ao DNIT um projeto de obra para a retirada dos trilhos da EFA, removendo-os para fora do perímetro urbano. Com aproximadamente 20 quilômetros de extensão que cortam a cidade, a partir do ano 2001 tem seu fluxo destinado somente a trens de carga. Tal projeto, se bem estruturado, poderia significar a continuação do Parque Setorial, melhorando a comunicação da praça com o centro comercial, eliminando a existência das grades, e reaproveitando os trilhos para melhoria do transporte público.

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*Todas as imagens são de autoria própria ou foram cedidas ao Blog da Praça Cívica

 
 
 

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